27/05/2008


Sem comentários...

         Em nossas vidas, algumas vezes, raras, paramos para observar o sol se pondo no horizonte. Gostamos da noite, mas ainda sim queremos que a luz dele permaneça e que ele ainda possa nos aquecer com sua fonte de calor, parece que fica em nós um sentimento de adeus, perda, sei lá, talvez eu não consiga dar nomes certos ao sentimento que impera em um momento desses, se é que apenas um que impera e não vários ao mesmo tempo.
         Mesmo diante de todo nosso apelo, ele se vai, se esconde dos nossos olhos para poder brilhar em outros cantos e lados, horizontes e mundos, etc.
         E não adianta derramar lágrimas, pois a sua força ainda permanece, e o seu calor acaba por secar a lágrima que escorre. Isso, quando o vemos partir, sabe, aquelas raras vezes que conseguimos observar. Culpa da vida não é? Tão corrida! Será?
         Esquecemos que se ele se põe, é devido à existência de um ciclo necessário, vital, para a nossa existência, e que logo mais, logo mesmo, ele volta, da mesma forma que partiu, secando as lágrimas.

Vou sentir saudades... Mas eu sei que ele vai voltar.

Escrito por RD às 21h54
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21/05/2008


Força Nina...

       Já tratei desse assunto no meu blog a algumas postagens atrás. Claro, de uma forma humorada.

       Se quiser conferir
clica aqui, aqui e aqui.

       Como podem ver, não tenho postado muito no blog, realmente está difícil mantê-lo (estou estudando algumas saídas). No entanto não posso deixar de fazer a minha parte ao que condiz ao grande mal do século que assombra todas as sociedades existentes no mundo. A depressão.

       "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". - Legião Urbana - Esperando por Mim.

       Evidente que solidão é diferente de depressão, mas aproveitando o ganho da letra, como disse; de fato a depressão é um caminho onde a única luz (força) que se pode enxergar é dentro de si, no entanto é o lugar em que menos se olha neste estado.

Em todo caso, sem muitas palavras.

FORÇA NINA. Você sai dessa.

Escrito por RD às 15h02
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16/05/2008


Solilóquio – Primeiro Ato

PRIMEIRO ATO

 

 

Oi,             

 

         Tinha pensado em ir na sua casa hoje  pra te ver, mas tenho reunião.

         Tudo bem... Vou deixar você falar comigo quando você quiser, Ta?

 

         Acho que não... Com esse seu silencio acho que aprendi muitas coisas sobre você... Mais do que achei que poderia entender...

         Gostaria que acreditasse... Você nem imagina o quanto... Posso tantas vezes errar com você e como eu disse ser a causadora de tantas dores suas... Mas não é por mal...

 

         Aprendi que quando você me olha você quer dizer mais do que quando você me diz...

         Que quando você se cala você diz muitas coisas...

         E muitas coisas mais...

 

         Todo esse tempo tenho te cobrado muito... Mas agora sei que o amor não é egoísta e que eu devo me doar mais por você...

 

         Queria dividir todas as suas dores comigo...

 

         Quero tanto ouvir tua voz... Ver teu sorriso e te beijar... To com muitas saudades. Perdão se às vezes deixo muito a desejar... Mas infelizmente to aprendendo, errando e muito, eu sei... Só que o duro é que a pessoa que mais erro é a que menos eu gostaria de errar...

 

         Sei disso... Só que eu vi que posso dar mais do que eu imaginei...

         Queria que você me perdoasse por todos meus erros até hoje...

         Você é muito importante pra mim... Sei que esse silêncio é importante pra você... Mas gostaria que você voltasse a falar comigo... Se não quiser tudo bem... Mas é o que eu gostaria.

 

         Tudo bem... Quando quiser vou estar te esperando...

 

         Queria ter te visto na missa hoje...

 

         Terças-feiras fazem 10 meses...

         Eu conto porque me trazem lembranças...

 

         Vou respeitar seu silencio... Quando sentir vontade de falar comigo vou estar te esperando.

 

         Não faça isso comigo, por favor...

         Eu estou disposta a enfrentar todas as dificuldades pra gente aprender e crescer juntos e felizes...

 

         Queria que você não tivesse sentindo o que esta sentindo...

         Faço uma idéia, mas queria que me contasse.

         Pelo que escreveu no seu blog...

         Não te conheço tanto como queria e deveria conhecer...

         Como disse tenho que exercitar a pratica da observação...

         Eu disse que não são apenas as palavras que dizem, mas que tenho que aprender a entender o silêncio...

 

         Posso te fazer uma pergunta?

         Você ta pensando em terminar?

 

         Queria te pedir mais uma chance...

         De tentar reparar meus erros...

         To aprendendo a te conhecer...

 

         Como você sabe às vezes sou muito desligada... E me prendia muito apenas ao que as pessoas me falavam...

         Tenho que aprender a observar...

         Queria que me ajudasse a perceber as coisas...

         Como tantas vezes faz.

         Queria que continuasse.

Escrito por RD às 16h29
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Solilóquio – Segundo Ato

SEGUNDO ATO

 

         É isso que to tentando descobrir...

         Eu to chorando por tudo...

         Na verdade acho que primeiro eu to tentando me descobrir.

         Quantas vezes parei e me perguntei quem sou... Minha mãe diz que é normal na adolescência... Mas não sei se é isso.

         São poucas coisas que sei...

         E quanto mais me pergunto as coisas, mais confusa fico...

         Só sei que amo minha família e a você... E que quero continuar no caminho de DEUS.

 

         Não...

         A confusão não é dos meus sentimentos... E sim da minha personalidade.

         Não vou terminar com você...

         Se soubesse quanto gosto de você...

 

         Mas sei o que sinto pelas pessoas...

         Se soubesse como você é importante pra mim...

         E quanto me dói e me doeu todo esse silêncio...

 

         Vamos nos ver hoje não é?

         Como não vou suportar te ver se é o que mais quero...?

         Essa semana toda tenho pensado todo o momento em você...

         Se nos vermos e você ficar em silêncio saiba q vai doer... Mas quero muito te ver...

 

         Você quer me ver ou acha que não?

         Você não quer me ver...

         Se não quiser não precisa vir...

         Mas saiba que eu queria muito que você viesse...

 

         Não da.

         Não consigo.

         Já.

         Não...

 

         Nem sei se tenho baralho.

         Sim.

         Sim.

         Sim...

         E eu posso remontar esse castelo?

         Com paciência...

         ?

         Paciência... Calma... Cuidado... Inteligência... Esperança...

         Mais?

         Mas isso se adquiri praticando...

         Ou não?

         Sim...

         Certo...

         Não faz isso... Por favor...

         Conversa comigo...

         Daqui a pouco eu tenho que ir...

         Tudo bem...

         Beijos.  

Escrito por RD às 16h27
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"Nada não, não é nada..."

Eu olho para o alto, e o que vejo?
Não sei dizer bem ao certo, talvez lampejos!
De um céu que se desmorona
Enquanto a verdade vem à tona.

Filhos chorando, árvores gemendo,

Via se acabando, flores morrendo.
A criatura brinca de criador,
Por conta disso, tudo termina em dor.

Enquanto isso, eu volto a fazer poesias
De um mundo cheio de magias,
Crianças correndo em meio aos parques
Utopia acontecendo em meio aos pesares.

Idealismo de um pequeno coração
Que busca na perfeição, o perfeito.
Transformando meras palavras em canção
Quem sabe um dia tudo venha a ser direito.

Escrito por RD às 09h37
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15/05/2008


Sou (eu), apenas (eu), o mesmo...

Cadê o meu céu? Meu mar?
Que levam a sonhar.
Cadê minha flor? Meu amor?
Que me curou da dor.

Sem você eu não sei voar
Nem ao fundo do mar chegar,
Sem teu calor eu morro de frio
Este foi um sonho que se extinguiu.



Como vela que se consome
E ao crepitar da chama
Pelo seu nome ouço reclame
É o meu coração se consumindo.
                          [se consome].

Minha pequena luz
Que no escuro reluz,
Na brisa leve do vento
Escondo os meus lamentos.

Escrito por RD às 10h08
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14/05/2008


Carta Aberta...

Carta Aberta...

 

“Nunca pensei um dia chegar
E te ouvir dizer:
Não é por mal
Mas vou te fazer chorar
Hoje vou te fazer chorar”

Canção Pra Você Viver Mais – Pato Fu

 

                                  

         Uma pessoa não precisa provar nada para a outra, ainda mais quando as pessoas que o cercam dizem que o amam.

         Eu, não estou tentando provar nada com esse meu silêncio, com essa minha acomodação, apenas quero me preservar do direito da fala e da escrita, e preservar os seus corações para que não ouçam ou leiam à tristeza que está em mim, e não é em relação somente a vocês (todos).

         Também não quero me fazer e tampouco ser a vítima, pois não há vítimas, há escolhas. Nós escolhemos a vida que acontece ao nosso redor, e quando não escolhemos, outros escolhem e nos afetam ou ainda deixamos com que os outros escolham por nós, é um fato.

         Eu escolhi o silêncio, pois sei da minha agressividade no falar e escrever muitas vezes, eu sei da minha incapacidade de ser claro como deveria ser, de poder ser realmente um porto seguro para qualquer viajante.

         Jejum, como ensina nossa amada igreja, não é algo que deva ser contado, para que seja verdadeiro ninguém precisa saber. No entanto para que não confundam os acontecimentos, revelo aqui o motivo do meu silêncio. É um jejum verbal e escrito do nosso diálogo, e por conta disso estou oferecendo ao nosso DEUS este jejum, estou ofertando o meu coração que está cansado de carregar pesos que não são meus, está cansado e magoado.

         Ontem mesmo estava pensando. Acho que entendi porque os Santos se tornaram “Santos”, pois se acostumaram com os seus sofrimentos. Não estou dizendo que viviam se remoendo por conta disso, mas sim, que ao passar do tempo acostumaram-se a viver com a dor dentro si, pois sabiam que a recompensa era grande no final, sabiam que se suportassem, se acostumassem a ser os incompreendidos, excluídos e tudo mais, no fim para eles o que restaria seria aquele belo lugar que todos desejamos.

         Como qualquer outro Cristão Católico (com “C” maiúsculo), estou tentando seguir o meu caminho de santidade, e nesse ponto, sem vangloriar-se e sem exaltação, humildemente acredito estar no caminho certo. Claro, não sem meus problemas e minhas grandes falhas, mas esta semana, descobri a história de um santo que foi um tanto problemático em sua vida, e, no entanto demorou, mas “tomou jeito”.  São Camilo de Lellis.

         Se acharem que eu não tenho o direito de viver o meu momento de tristeza, risque dos vossos corações o meu nome, apaguem todas as feridas que causei em cada um de vossos corações.

         Agora, se eu tiver o direito, deixe-me viver esse momento em paz, não me perturbe dizendo que compreende e entende, agora é um pouco tarde para explicações de “achismo”. Vamos viver o momento cada qual na sua escolha e depois nós reataremos novamente, é um mandamento, é assim que deve ser; 70 vezes 7.

         Não pensem que é algo recente, e sim, algo que vem se arrastando há algum tempo, foi só agora que não pude me conter e acabei me transbordando nesse silêncio. Silêncio este que pode ser perturbador para aqueles que não compreendem quão grandes é tempo de crescimento quando silenciamos em nós mesmos.

         Para encerrar essa carta, fique claro que nunca neguei um abraço, nunca neguei atenção e ouvidos para aqueles que precisavam e para aqueles que nunca me buscaram. Sempre estive pronto para ouvir e tentar compreender, confesso que em determinados momentos até pude ter ficado bravo ou algo assim, mas, no entanto sempre procurei ouvir de coração aberto.

         Como disse na evangelização. Não é porque tenho cara de bravo, irritado, chato, ou qualquer coisa assim, significa que eu seja justamente assim, existe a possibilidades de serem outras coisas também. Se for mentira o que digo, dou permissão para que me reprovem publicamente, do contrário não pensem coisas por mim.

Escrito por RD às 15h49
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Uma pequena Criança...

Uma pequena criança

Que agora acorda feliz,

Uma pequena criança

Que não conheceu a morte.

 

Está nos braços do Pai

Enviada, levada diretamente.

Não soube o que era a morte,

Pois não teve chance de viver

 

Não dá forma que imaginamos,

Pois havia vida ali, naquele ventre.

Era seu canal que não sabia, ou,

Imaginava, mas não queria acreditar.

 

Agora já é tarde, está junto D’ele,

E cada gota derramada é tristeza

Pela pequena criança

Que deixou de conhecer.

 

Uma pequena criança

Que agora está a sorrir,

Uma pequena criança

Que agora intercede ao Pai.

 

Escrito por RD às 09h49
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09/05/2008


15º Capítulo - O Despertar... (parte 1)

Resumo do Capítulo anterior:

(O despertar...) 

Caso deseje conferir os capítulos anteriores, clique nos links abaixo:

1º Capítulo - Célia e o amor de seus filhos...

2º Capítulo - Lembranças...

3º Capítulo - Conversas x Antes do Sol x Aula

4º Capítulo - O Menino Prodígio...

5º Capítulo - Irmãos Desaparecidos...

6º Capítulo - Canção de Despedida... (parte 1)

6º Capítulo - Canção de Despedida... (parte 2)

7º Capítulo - O Telefonema... (parte 1)

7º Capítulo - O Telefonema... (parte 2)

8º Capítulo - Evidencias... (parte 1)

8º Capítulo - Evidencias... (parte 2)

9º Capítulo - Final de Semana x Carta

10º Capítulo - Quase encontro... (parte 1)

10º Capítulo - Quase encontro... (parte 2)

11º Capítulo - A Volta... (parte 1)

11º Capítulo - A Volta... (parte 2)

12º Capítulo - Certos e Acertos... (parte 1)

12º Capítulo - Certos e Acertos... (parte 2)

13º Capítulo - Ósculo Inevitável... (parte 1)

13º Capítulo - Ósculo Inevitável... (parte 2)

14º Capítulo - Mamãe, cadê o Papai?

 

 

 

         Um corpo assustado reclina-se sobre a cama, enquanto ao lado outro corpo dorme profundamente como criança em paz depois de um dia exaustivo de diversão. O relógio marcava por volta das 04h15min, essa cena vinha se repetindo há tempos, na verdade há anos já, ocorrendo de forma ininterrupta. O olhar ao longe era como que uma marca registrada de toda madrugada, todo despertar assustado era fixado na direção de uma parede lateral ao qual detinha em seu plano um retrato familiar.

         Ela já procurou especialistas diversas vezes para ver se havia um meio de sanar o seu “problema”, mas todas as tentativas foram frustradas, pois de nada adiantava, a cena se repetia seguidamente noite a noite.

         A pessoa ao lado havia se acostumado com esses acontecimentos, afinal nove anos de matrimônio já era tempo suficiente para se acomodar com muitas coisas, por isso ainda continuava a dormir profundamente. Depois de meia hora sentada olhando para o quadro, para o retrato familiar, sentindo-se só, decide acordar o esposo para que fizesse companhia a ela.

 

         - Amor! Acorda, por favor.

         - O que foi minha flor, aconteceu algo?

 

         Ela olha tristemente, e nada responde, também não havia necessidade, os olhos denunciavam o motivo.

 

         - Aconteceu de novo não é?

 

         Ainda sem dizer alguma palavra sequer, confirma movimentando a cabeça dizendo que sim.

 

         - Minha flor, o que eu posso fazer por você, me diga, pois eu não sei mais no que pensar. Peça-me qualquer coisa.

         - Nada. Que culpa você tem? Não há o que fazer.

 

         Neste momento ele a abraça enquanto ela remonta em sua memória todos os passos do sonho que acabara de ter e vinha se repetindo há anos, noite após noite, sempre da mesma forma, com os mesmos detalhes e possibilidades. Enquanto recordava, em seu coração queixava-se de saudade, pois o sonho tornava vivo pessoas que embora houvessem morrido, em sonho parecia ser possível que ainda estivem despertos. Seu pai e sua irmã caçula.

 

 

continua...

Escrito por RD às 22h37
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15º Capítulo - O Despertar... (parte 2)

...continuação...

 

           Agora contando a seu esposo, revelava todos os detalhes que antes ficava resguardado apenas em suas lembranças e que outrora nunca tivera coragem de contar, de como era realmente que acontecia, as cenas, as músicas, os momentos todos que reluziam como que em flash na sua mente.

         Contava que em seu sonho era como que um filme do passado de sua vida, revelava os problemas financeiros, as horas de ensaios teatrais na escola, os problemas e lágrimas de sua mãe, seus irmãos, a despedida de amigos, a chegada dele próprio, seu esposo, e pouco antes do adeus de sua irmã mais nova, os constantes aparecimentos de alguém que parecia muito com seu pai que havia falecido.

         Mariana não sabia dizer ao certo o que era sonho e o que era realidade durante as imagens que vinha em sua cabeça, não sabia se era ela que alimentava fortemente um sentimento de saudade de seu pai e de sua irmã que fazia com que ela criasse um mundo irreal ou se era realmente coisas que tivessem acontecido.

         Desde que seu pai partiu e posteriormente sua irmã, ela começou a acordar durante a noite com esses sonhos, vezes pesadelos, pois as únicas imagens eram da face de sua mãe se aproximando para dar a notícia, tanto da morte de seu pai quanto de sua irmã e alguns anos depois seus irmãos ligando para falar sobre o enfraquecimento de sua mãe devido ao choque com esses dois acontecimentos e a não superação.

         Arquitetava em sua mente passo a passo todas as imagens e emoções vistas e sentidas, as lágrimas e sorrisos, felicidades e tristezas, vezes que amou e vezes que sentiu raiva, vezes que brincou com seu pai, vezes que apenas olhou para uma lápide gélida, vezes que brincou com sua irmã, vezes que se agarrava nos brinquedos dela para conseguir chorar, por para fora o que lhe sufocava por dentro.

         Até mesmo no dia do seu casamento com Léo, Mariana se sentia vazia e demasiadamente abandonada pelos seus, mesmo com os que ficaram estando ao seu lado, ela se sentia longe, distante de uma realidade que machucava e que era dura demais para ser uma verdade. Ela o amava, mas amava também os seus que haviam partido.

         Todas as lembranças, todos os sentimentos envolvidos eram recordados nos sonhos de Mariana, esse era o motivo com que fazia seu despertar pela madrugada ser uma tormenta, ser em sua grande maioria uma tristeza velada apenas por um abajur no criado mudo ao lado da cama. Sonhava coisas boas também, mas passavam, eram passageiras.

         Nesse momento o telefone toca, era um dos seus irmãos ligando, parecia estar surpreso e um tanto assustado ao dizer:

 

         - Mariana, o nosso pai está...


 

 

Não sei se alguém imaginava este final, mas em todo caso, por volta do 10º Capítulo eu já imaginava algo similiar ao que foi postado hoje.

Dúvidas, reclamações, comentários e afins, além da própria possibilidade de comentário aqui no post, podem me mandar e-mail se quiserem, novokminho@hotmail.com.

Eu havia escrito que já estava com outra história em mente, no entanto não sei quando começarei, pois como podem perceber meu blog recebeu um "baque" tremendo e está difícil de mantê-lo como antes.

Obrigado.

 

Escrito por RD às 22h36
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07/05/2008


O que importa é competir?

Ação e Imagem no último final de semana...

Personagem principal: Vick

Escrito por RD às 20h31
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06/05/2008


Noite de Autógrafo...

Conforme postagem anterior e promessa feita. Segue promessa cumprida.

Como disse, quarta-feira passada, dia 30 de abril teve inicio a noite de autógrafos (ou noite de lançamento) ou sei lá o que. Digo teve inicio, pois terminou era mais de meia noite, portanto, primeiro de maio.
Estava marcado para acontecer em um tradicional ponto de encontro (entenda-se: Pastelaria Itagiba) conforme todos os domingos entre amigos de convívio eclesial, no entanto devido aos fortes ventos, tivemos que transferir para um lugar inédito, a casa da minha sogra.

Claro, não sem antes passar no Itagiba com a galera e comprar os pasteis a serem consumidos e levar para casa da minha sogra. Oras, afinal um lançamento não é um lançamento sem antes ter os petiscos, comes e bebes em geral, evidentemente cada um pagando o seu, é claro (ou como diria o Carlos: - LÓGICO).

Depois de toda essa papagaiada e tudo mais, fomos ao que interessa, sentei-me em uma mesa (minto, na cadeira) devidamente preparada para que eu pudesse receber um a um dos que estavam na fila para que seus livros fossem autografados e dedicados.

 

No entanto sempre existe alguns ou alguém que se exalta e se emociona demais e aí já sabem o que acontece não è?
A bola da vez (ou teletubbies (vermelho) da vez) era o sempre eufórico Marcinho, por sorte havíamos contratado seguranças para o evento. Por conta de sua euforia foi carregado para fora pelos seguranças retornando apenas depois de se acalmar e entrando novamente na fila, como deveria ter feito desde o inicio e não andando pelos cantos da casa fazendo juras de amor.
 
Falando sério (escrevendo no caso), não teve noite de autófragos e tudo mais, não ao menos oficial, foi uma brincadeira que fizemos entre amigos para comemorar* a chegada do meu livro, pois daria para escrever um livro a respeito deste livro.



Vitor, Marcinho, Jéssica, Diogo, Nina, Willa, Eu (Rodrigo) e o Carlos.

Escrito por RD às 23h19
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Hoje vai ter uma festa...

Escrito por RD às 16h08
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02/05/2008


Ventos Vindos do Sul...

Olá meus amigos,

       Devo confessar que estou meio sumido do blog (meio? Completamente!), mas como já expliquei à umas postagens atrás, tenho motivos. Muito mais agora...

       Esta imagem que estão vendo aqui do lado, é a capa do meu livro (ventos vindos do sul), livro este que chegou em meu poder segunda-feira, 30 exemplares, quase que esgotados na mesma tarde (graças a DEUS), já solicitei mais 15 exemplares na editora para que eu possa vender (sim, sou eu mesmo que devo vender).
 
       Não estarei postando a história hoje, pois não tive tempo de escrever, já que desde segunda estou correndo atrás da distribuição do meu livro, e também devido ao fato de quarta-feira a noite ter sido o lançamento, e ontem aniversário surpresa da minha namorada, reafirmo que não tive oportunidade para escrever.

       Prometo que semana que vem estarei postando aquele que eu acredito ser o último capítulo dessa história, mas não fiquem preocupados (como se ficassem, não é?), pois estou com outra história em mente já.
        Aproveito para avisar que até terça, no mais tardar, eu estarei postando como que foi o lançamento do livro, com fotos, depoimentos e tudo mais.
        Obrigado pela atenção e paciência.
 
Ps. caso alguém tenha interesse em comprar o meu livro (seja qual região do Brasil for), mande-me um e-mail para novokminho@hotmail.com, com o título "LIVRO", solicitando maiores detalhes, eu informo preço e tudo mais.
 
          Valeu...

Escrito por RD às 11h48
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25/04/2008


14º Capítulo - Mamãe, cadê o Papai?

Resumo do Capítulo anterior:

(Finalmente acontece o "primeiro" beijo entre Léo e Mariana...) 

Caso deseje conferir os capítulos anteriores, clique nos links abaixo:

1º Capítulo - Célia e o amor de seus filhos...

2º Capítulo - Lembranças...

3º Capítulo - Conversas x Antes do Sol x Aula

4º Capítulo - O Menino Prodígio...

5º Capítulo - Irmãos Desaparecidos...

6º Capítulo - Canção de Despedida... (parte 1)

6º Capítulo - Canção de Despedida... (parte 2)

7º Capítulo - O Telefonema... (parte 1)

7º Capítulo - O Telefonema... (parte 2)

8º Capítulo - Evidencias... (parte 1)

8º Capítulo - Evidencias... (parte 2)

9º Capítulo - Final de Semana x Carta

10º Capítulo - Quase encontro... (parte 1)

10º Capítulo - Quase encontro... (parte 2)

11º Capítulo - A Volta... (parte 1)

11º Capítulo - A Volta... (parte 2)

12º Capítulo - Certos e Acertos... (parte 1)

12º Capítulo - Certos e Acertos... (parte 2)

13º Capítulo - Ósculo Inevitável... (parte 1)

13º Capítulo - Ósculo Inevitável... (parte 2)

 

         O relógio marcava por volta das 04h no quarto de Célia, à escuridão e o silêncio são os predominantes na madrugada do segundo dia da semana, poderia se ouvir uma agulha caindo ao chão se ela estivesse acordada, o sono parece estar pesado, sono de um final de semana intenso com seus filhos, porém enquanto dorme, em sua face parece repousar um espírito de felicidade.

         Passos ligeiros e rápidos se aproximam do quarto, alguém bate com certa violência na porta do quarto, Célia prontamente desperta e num salto esta ao lado da porta, à abrindo. É sua filha mais velha, que diz ter levantado para tomar água e percebeu que Duda estava com febre e suando muito.

         Célia se dirigiu rapidamente para o quarto, chegando ao lado de Duda coloca a mão sobre ela e confirma o que Mariana havia dito. Realmente Duda estava muito quente, ela resolve levar Duda ao pronto socorro, como não estava de carro ainda, foi direto ao vizinho, no entanto este não estava passando a noite